Construir um Negócio é Como Construir um Time de Esportes

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Resumo:
- Acreditamos de verdade que todo founder ou dono de negócio deveria focar em construir o negócio, assim como constrói um produto ou uma marca.
- Faça isso direito, por design.
- Se você conseguir isso, vai criar um legado duradouro, como um grande time de esportes.
As lições conquistadas na prática por um founder
Semana passada, num cantinho aconchegante do distrito de tecnologia de uma das cidades mais movimentadas da Ásia, tive uma conversa e tanto com um founder que lidera uma equipe vibrante de 60 pessoas em sua SME de crescimento acelerado.
Eles vêm causando impacto no setor há 4 anos empolgantes.
Como ele resumiria esses anos? Brutal.
Dias de 12 horas, todos os dias.
Modo apaga-incêndio o dia inteiro: resolvendo problemas antes (ou enquanto) eles explodiam.
Contratar, demitir, uma dor de cabeça atrás da outra com pessoas.
Travado em toda tentativa de transformação porque o "sempre fizemos assim" parou de funcionar quando a empresa chegou ao porte médio.
Agora, eles finalmente entraram nos eixos. Têm uma base de clientes estável, de empresas de todos os tamanhos. A empresa funciona que é uma beleza, com processos bem estabelecidos. As pessoas caminham na mesma direção e compartilham as mesmas missões.
Tomando um gole de café, ele contou:
"Percebi que o negócio não era o problema. O jeito que a gente tocava ele é que era."
O ESTALO: Tocar um negócio é parecido com construir um time de esportes
Enquanto conversávamos, uma analogia genial surgiu, vinda do esporte que os dois praticamos e amamos.
Tocar um negócio é como construir um time de basquete.
No fundo, o que importa se resume a:
O playbook (o produto/serviço): o que você constrói ou entrega.
Os torcedores (os clientes): quem você atende.
O time (o negócio em si): processo + jogadores-chave + facilitadores.
Acertar esses três? Tudo se encaixa.
Errar? Você vai viver correndo atrás do prejuízo, reagindo e apagando incêndio.
Um negócio em dificuldades é como um time em dificuldades: focando em tudo, menos no jogo.
O COMO: o segredo por trás dos grandes times
Um outro amigo já me perguntou uma vez: "Por que os grandes times de esportes têm torcedores tão fiéis por anos, mesmo quando jogadores e técnicos mudam?"
Ótima pergunta. Ficou na minha cabeça por anos.
As pessoas não são fiéis só a um jogador, um técnico ou um jogo. Elas são fiéis ao time em si.
Não vou tentar responder o "porquê" para todos os esportes, todos os torcedores ou todos os times. As pessoas amam algo, são fiéis a algo e seguem algo por motivos diferentes. Pode ser a filosofia, o legado, a trajetória, as emoções de fazer parte de algo maior. É difícil simplificar isso, como uma religião.
Mas seja qual for o "porquê", isso é sem dúvida um bom indicador de um GRANDE time de esportes.
Um grande time de esportes é mais do que pessoas, é um legado que perdura.
Um grande negócio? A mesma coisa.
Grandes negócios têm clientes fiéis que voltam sempre e uma base forte de seguidores, apoiadores e funcionários.
Então, qual é a "fórmula" para um legado duradouro?
Os melhores times não simplesmente juntam jogadores talentosos e torcem para dar certo.
Eles têm:
- Uma estratégia.
- O DNA e a cultura certos.
- Um sistema.
Na tentativa de resumir a conversa que desenvolvemos a partir desse estalo, condensamos em 3 lições que ele teve ao longo dos anos, lições que todo founder certamente aprende na base da tentativa e erro, mas sobre as quais quase ninguém fala:
Lição 1: Escolha o jogo certo, a liga certa
Nem todo time joga na NBA. Alguns prosperam em ligas menores e dominam o próprio nicho.
Alguns, depois de anos jogando, podem perceber que basquete nem é o jogo deles, talvez seja o pickleball 😆
Em que jogo você tem vantagem?
Em que nicho você realmente consegue competir?
Qual é o objetivo final? Ficar nas grandes ligas? Dominar as menores? Jogar só pelo amor ao jogo?
Sua estratégia de longo prazo define seu plano de jogo para cada partida, e vice-versa.
Assim como nos negócios, cada decisão, cada aposta deve estar alinhada com onde você quer chegar.
Ex.: Mesmo num mercado fintech lotado, esse founder encontrou uma oportunidade em empréstimos B2B2C, aproveitando relacionamentos sólidos com clientes em vez de correr atrás do mercado de massa.
👉 Jogue o jogo que combina com seus pontos fortes. E com sua paixão. E com seu sonho.
Lição 2: Reúna as pessoas certas, construa o DNA certo
Você não consegue jogar bem (muito menos vencer um campeonato) com o time errado.
Jogadores-chave ≠ talentos. Um craque em um sistema pode não se encaixar no seu.
Você vai errar em contratações. Isso faz parte do jogo. Aprenda, ajuste, siga em frente.
Mantenha os certos satisfeitos. Desenvolva-os, apoie-os, faça-os crescer. E cresçam juntos no jogo.
O legado dos melhores times não é construído só em cima de habilidade, é construído em cima de química, confiança e uma visão compartilhada.
Isso significa se esforçar de verdade para definir, reter e desenvolver os jogadores-chave "certos".
Também significa que tudo bem deixar ir os "errados".
Lição 3: Construa um sistema que perdure
Grandes times não dependem só de talento. Eles constroem um sistema que permite que os jogadores-chave trabalhem juntos.
As Pessoas: quais funções e capacidades você precisa? Quantos armadores, alas-armadores, alas, pivôs? (Ou, em termos de negócio, qual é a estrutura do seu time central/jogadores-chave?). Quem é responsável por quê, tanto numa jogada específica quanto no sistema como um todo?
O Processo: (1) desenvolva e estruture processos/programas/facilitadores centrados em Produto, Cliente e Jogadores-Chave. (2) Estabeleça regras/políticas para moldar um framework de Jeito de Trabalhar (Ways-of-Working, WoW) alinhado ao DNA/Cultura definidos.
- Como você desenvolve, testa e refina uma nova jogada?
- Como você integra e desliga jogadores (onboarding/offboarding)?
- Como você entrega cada jogo em equipe? (por exemplo: regra/processo para comunicar e executar a jogada de forma colaborativa, comunicação dentro e fora de quadra, análise de partidas)
Os Facilitadores:
- Que mentalidade, habilidades e ferramentas permitem que o time (ou o negócio) execute o playbook com fluidez? (Sistemas de planejamento? Medição e acompanhamento? Analytics?)
- Jeito de trabalhar: estabeleça regras/políticas para desenvolver um Jeito de Trabalhar (WoWs) alinhado ao DNA/Cultura definidos. (por exemplo: políticas claras de reconhecimento/disciplina que reforcem a cultura central.)
E, mais importante ainda: esse sistema consegue funcionar de forma consistente, em escala, ao longo do tempo?
💡 Um exemplo e tanto do meu amigo:
Ele contou como estruturou o processo de vendas para clientes B2B. Nada de um funil de vendas complicado, cheio de camadas e termos rebuscados.
A abordagem dele? Um framework simples de 4 passos: os 4 Cs, "Contato - Convencer - Concluir - Cuidar."
Detalhando:
- Contato: encontrar e atrair clientes em potencial.
- Convencer: consultar, discutir e construir confiança.
- Concluir: fechar o negócio, convertendo leads em clientes.
- Cuidar: atendimento pós-venda, retenção e fidelização de clientes.
Ele resumiu tudo em quatro palavras. Cada etapa tem pessoas dedicadas, KPIs claros, metas mensuráveis e um SOP estruturado. Com o tempo, eles analisam o desempenho e otimizam de acordo.
Super simples, claro, fácil da equipe seguir, fácil de otimizar e fácil de escalar.
Foi a minha vez de me impressionar com o modelo dos 4 Cs dele. Esse cara é realmente um expert em design de sistemas! 🚀
Nos negócios, isso significa construir um sistema operacional duradouro, capaz de aguentar escala, mudanças de cultura e pressão de mercado.
Os resultados / o que-um-bom-resultado-parece: Depois da reestruturação, ele começou a ver como é um bom resultado:
- Chega de microgerenciamento. Os workflows certos, os sistemas certos e a confiança certa deixam o negócio rodar sozinho.
- Escalando com inteligência. Em vez de contratar mais gente (e gerar choque de culturas), eles aproveitaram plataformas compartilhadas.
- Saindo do modo sobrevivência. Menos apaga-incêndio, finalmente, tempo para focar em estratégia e crescimento.
E agora?
Eles trabalham na construção do negócio, não dentro dele.
Eles jogam o jogo de coração, cabeça e mão 100% presentes, movidos por paixão, garra e amor.
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- As lições conquistadas na prática por um founder
- O ESTALO: Tocar um negócio é parecido com construir um time de esportes
- O COMO: o segredo por trás dos grandes times
- Lição 1: Escolha o jogo certo, a liga certa
- Lição 2: Reúna as pessoas certas, construa o DNA certo
- Lição 3: Construa um sistema que perdure